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Doutor Waldemar é um médico e pessoa exemplar. Ético, atento e extremamente humano. Compartilho esse depoimento com muito louvor, pois é meu médico há mais de 15 anos e nunca deixou a desejar em seu papel profissional.
Nascido em 24 de junho de 1963, em Porangatu, no interior de Goiás, Waldemar Naves do Amaral cresceu cercado por histórias, tradições e raízes profundas. O próprio nome da cidade, de origem tupi, já parecia prenunciar um destino bonito — “Porangatu” significa “paisagem bela”. Antes mesmo da chegada dos colonizadores, aquele chão já era habitado por povos canoeiros e, com o passar dos séculos, tornou-se terra de desbravadores, bandeirantes, padres e sonhadores. Foi nesse cenário de simplicidade e grandeza que Waldemar começou a escrever sua própria história.
Filho de Waldemar Lopes do Amaral Brito e Nilza Naves do Amaral, ele foi o caçula de três irmãos: Fernando, Elias e ele, o mais novo — aquele que herdaria do pai a coragem e da mãe a determinação.
Seu pai, nascido em Alto Parnaíba (MA), em 1931, foi um homem de muitos ofícios e de uma só vocação: servir. Filho de Elias do Amaral Brito e Ana Alaíde Lopes do Amaral, cresceu em uma família numerosa — dezesseis irmãos criados com rigor, fé e honestidade. O avô Elias, descendente de políticos e fundadores do sul piauiense e extremo sul maranhense, recusou a carreira política, preferindo o campo e o comércio. Criador de gado e homem de palavra firme, deixou sua marca pela integridade.
O pai de Waldemar, Waldemar Lopes, herdou esse mesmo espírito. Foi policial militar, contabilista, comerciante, pedagogo e político — uma figura de liderança em Porangatu. Fundou o primeiro escritório de contabilidade do município e presidiu o diretório local da Arena, depois de ter integrado a União Democrática Nacional. Católico fervoroso, ensinava jovens casais sobre a vida e o amor nas palestras para noivos da Igreja Nossa Senhora da Piedade, a velha matriz da cidade. Faleceu precocemente, aos 53 anos, em 1984, mas seu nome foi eternizado na Escola Estadual Waldemar Lopes do Amaral Brito, hoje um Centro de Ensino Integral — uma homenagem sancionada pelo então governador Iris Rezende, em reconhecimento à sua contribuição à educação e à comunidade.
Sua mãe, Nilza Naves do Amaral, nascida em Nova Ponte (MG), era filha de Elpídio e Alvina Naves — camponeses que deixaram o Triângulo Mineiro em busca de novas oportunidades em Goiás. Mulher forte, professora por vocação e política por destino, Nilza dedicou a vida à educação e ao serviço público. Foi diretora da escola que levava o nome do marido, vereadora por quatro mandatos e, em 2006, presidente da Câmara Municipal de Porangatu — uma das primeiras mulheres a ocupar tal posição no município.
Com esse legado familiar de ética, fé e serviço, Waldemar cresceu aprendendo que o trabalho é a mais nobre forma de gratidão à vida. Iniciou os estudos na Escola Paroquial da Igreja Católica de Porangatu e logo se destacou pela dedicação. Foi aprovado em primeiro lugar no processo seletivo do Colégio Estadual de Porangatu, onde concluiu o primeiro grau.
Como a cidade não oferecia o segundo grau, mudou-se para Goiânia com os irmãos. Na capital, estudou no Colégio Objetivo, e aos 16 anos, em 1980, foi aprovado em terceiro lugar no vestibular de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) — um feito notável para um jovem do interior.
Durante a graduação, Waldemar demonstrou precocemente o espírito inquieto e curioso que o acompanharia por toda a vida. Foi monitor de Técnica Operatória, estagiou na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e na Clínica Santa Isabel, e desde cedo se encantou pelas áreas de Ginecologia e Obstetrícia. Formou-se em 1985 e foi aprovado em quatro programas de residência médica. Optou pelo Hospital Geral de Goiânia/INAMPS, onde viveu intensamente os primeiros anos da carreira.
Em 1987, fez um curso de ultrassonografia em Ribeirão Preto com o professor Luiz Antônio Bailão — experiência que o levaria a se tornar um dos pioneiros da ultrassonografia em Goiás. No ano seguinte, obteve o Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) pela FEBRASGO e fundou, ao lado de colegas, a Clínica Fértile, onde atua até hoje como diretor técnico.
Foi ali que viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: em 1989, realizou a primeira transfusão intravascular intrauterina de sucesso no Brasil, salvando a vida do pequeno Maurício César — um feito histórico na medicina fetal do país.
A docência também sempre o acompanhou. Em 1991, tornou-se professor da Faculdade de Medicina da UFG, onde viria a ocupar o cargo de Chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia por quatro mandatos. No mesmo ano, foi aprovado em concurso público da Polícia Militar de Goiás, onde chegaria ao posto de Coronel Médico da Reserva.
Entre as décadas de 1990 e 2000, Waldemar se tornou referência nacional em sua área. Participou da primeira fertilização in vitro bem-sucedida do Centro-Oeste, introduziu técnicas de vídeolaparoscopia e vídeohisteroscopia e criou a Schola Fértile, um centro de ensino e aperfeiçoamento em medicina reprodutiva. Fundou e presidiu diversas entidades, entre elas a Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia, a Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS) — que presidiu nacionalmente por 15 anos — e a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
Visionário e gestor nato, implementou reformas financeiras, criou sedes próprias, organizou congressos e consolidou revistas científicas reconhecidas pelo Ministério da Educação. Presidiu o Congresso Brasileiro de Vídeocirurgia da Sobracil em Goiânia, em 2003, e coordenou 24 edições do Congresso Teórico-Prático de Ultrassonografia.
Ao longo dos anos, concluiu mestrado e doutorado pelo Instituto de Patologias Tropicais e Saúde Pública de Goiás, pesquisando temas de relevância clínica, como esterilidade feminina e diagnóstico de toxoplasmose fetal.
Foi presidente da Associação Médica de Goiás (AMG), entidade à qual é associado há quase 40 anos — sendo 25 deles dedicados ao serviço contínuo dentro da diretoria, contribuindo de forma decisiva para a defesa profissional e institucional da classe médica goiana.
Liderou a Comissão Nacional de Ultrassonografia da FEBRASGO e teve papel ativo na Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Em 2012, assumiu a Direção Técnica do Hospital e Maternidade Dona Íris, onde criou o programa de residência médica em Ginecologia e Obstetrícia e o Comitê de Ética em Pesquisa. Tornou-se também diretor acadêmico do hospital, transformando-o em um importante centro de formação e inovação.
A partir de 2013, passou a integrar o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CREMEGO), chegando ao cargo de Secretário-Geral e Diretor Científico. Fundou o Estúdio CREMEGO e a Revista Bioética CREMEGO, modernizando a comunicação e o debate ético na medicina goiana.
Foi um dos fundadores da Faculdade da Polícia Militar, do Centro de Genética Humana e Biologia Molecular da UFG e do Instituto da Mulher do Hospital das Clínicas/UFG. Também foi eleito Membro Titular da Academia Goiana de Medicina, Membro da Academia Nacional de Saúde das Polícias Militares e Bombeiros Militares do Brasil e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.
Em 2014, sua trajetória ganhou um novo capítulo ao ser eleito para uma cadeira na Academia Goiana de Medicina, reconhecimento que simbolizava décadas de trabalho dedicado ao ensino e ao avanço científico em Goiás.
Três anos depois, em 2017, foi promovido a Coronel da Polícia Militar e agraciado com a Medalha Brigadeiro Faria Lima, uma das mais altas distinções militares do estado. No mesmo período, fundou a Academia Brasileira de Ultrassonografia e, logo adiante, a Academia Latino-Americana de Ultrassonografia — iniciativas que ampliaram sua influência para além das fronteiras do Brasil.
Em 2021, criou a Academia Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (ABGO), reafirmando sua vocação para construir instituições e formar legados. No ano seguinte, assumiu a Direção da Faculdade de Medicina da UFG (2022–2026), posição na qual tem sido responsável por modernizar a formação médica e fortalecer o compromisso ético da profissão.
O ano de 2024 marcou uma das fases mais simbólicas de sua caminhada. Foi eleito Conselheiro Federal do CFM, criou a Sociedade Brasileira de Bioética Médica, da qual se tornou presidente, e assumiu também a presidência da Academia Goiana de Medicina — a mesma instituição que o acolhera uma década antes. Era a consolidação de uma vida inteira dedicada à medicina, à ética e ao serviço público.
Associado da Associação Médica de Goiás há quase quatro décadas, dedicou 25 anos ao trabalho diretivo da entidade, ajudando a moldar políticas, fortalecer a classe e defender valores que considera inegociáveis: dignidade, ciência e compromisso com o paciente.
Finalmente, em 2025, sua jornada encontrou um dos reconhecimentos mais altos que um médico brasileiro pode receber: a eleição como membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM), tornando-se o primeiro goiano a alcançar tal distinção. Um marco que sintetiza não apenas sua competência técnica, mas sua capacidade de servir, inspirar e transformar.
Casado com a médica ginecologista Mara Sandra Coelho Bezerra do Amaral, filha de Alcides e Cleide, construiu uma família sólida e afetuosa. Os filhos, Waldemar Filho e Alexandre, seguiram caminhos inspirados pelo exemplo dos pais — o primeiro, médico ginecologista e obstetra; o segundo, profissional de Educação Física, dedicado à reabilitação e ao bem-estar.
De Porangatu à Academia Nacional de Medicina, a trajetória de Waldemar Naves do Amaral é a prova viva de que o conhecimento, quando guiado pela ética e pela paixão, transforma não apenas uma carreira, mas toda uma geração.
Sua vida é um testemunho de constância, fé e serviço — um exemplo de que, mesmo nas paisagens mais simples, podem nascer histórias grandiosas.
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Doutor Waldemar é um médico e pessoa exemplar. Ético, atento e extremamente humano. Compartilho esse depoimento com muito louvor, pois é meu médico há mais de 15 anos e nunca deixou a desejar em seu papel profissional.
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Conheci o Dr. Valdemar a pouco tempo e esse anjo de Deus e sua equipe salvaram minha vida e minha trompa (depois de uma gravidez tubária) . Peço a Deus que esse médico ainda me ajude um pouco mais, pois o sonho de ser mamãe permanece vivo em meu coração.
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Minha enorme gratidão ao Dr. Waldemar que nos ajudou a realizar nosso grande sonho. Entre muitas dificuldades, estamos alegres pelo milagre concedido. Nossos Gêmeos Felipe e Mateus chegaram para nos alegrar ainda mais. Que Deus o abençoe. Att, Fernando e Jaqueline